A Síria enfrenta, desde março de 2011, uma guerra civil que já deixou pelo menos 100 mil mortos, destruiu a infraestrutura do país e gerou uma crise humanitária regional. Acuados pelo conflito, mais de 2 milhões de sírios deixaram o país rumo aos países vizinhos, provocando uma crise de refugiados e aumentando a instabilidade da região.

Estão brigando por causa do quê?
Uma parte do povo sírio quer a saída de Bashar Al-Assad, um ditador que comanda o país desde 2000, ou seja, há mais de 13 anos. Ele recebeu o cargo de seu pai, que ficou no poder por mais de 30 anos.

E por que, assim, de repente, o povo se cansou dele e pediu pra o homem sair?
Isso aconteceu por causa da chamada Primavera Árabe, que começou no final de 2010, quando o ditador da Tunísia foi derrubado e incentivou vários outros países a fazer o mesmo – como, por exemplo, o Egito.

Ah, sei, aquela história de revolução do Facebook, né?
Hum, não exatamente. Sim, alguns grupos usaram redes sociais para organizar protestos, mas as derrubadas dos ditadores não aconteceram por causa da internet: elas foram possíveis porque as pessoas pressionaram os governos e foram às ruas. No Egito, que a gente já citou, a primavera só ficou forte mesmo quando o governo cortou a internet do país. Aí o povo foi mesmo pra rua e derrubou o Mubarak.

Tá, mas e na Síria, por que o cara está lá ainda?
Porque o conflito deixou de ser só político e chegou às vias de fato. O governo reagiu usando o exército. Aí, grupos da oposição também se armaram e começaram a combater o governo.

Só na Síria aconteceu isso?
Não, na Líbia também, lembra? Mas a guerra civil durou menos.

Estados prometeu “apoio militar”

Desde junho de 2013, o governo dos Estados prometeu “apoio militar” aos rebeldes, embora essa ajuda não tenha sido bem definida.

Do outro lado, a Rússia, que tem interesses econômicos e estratégicos na região, é a principal aliada do governo sírio, e tem vetado resoluções sobre a Síria no âmbito do Conselho de Segurança. Além do apoio russo, o presidente al-Assad também conta com o apoio da China e do Irã.”

Uma bomba foi jogada na escola em Aleppo

Uma equipe da BBC presenciou o socorro às vítimas que sofreram um ataque em uma escola na Síria, que deixou dezenas de crianças com ferimentos semelhantes aos que são provocados por napalm.

Testemunhas disseram que a bomba foi jogada na escola em Aleppo, no norte da Síria, por um avião. Após uma pequena explosão, uma coluna de fogo e fumaça surgiu no local.


Ainda não se sabe que substância foi usada no ataque. As vítimas não tinham muitos sangramentos ou cortes – apenas queimaduras horríveis, na maioria dos casos cobrindo mais de 50% do corpo, o que reduz chances de sobrevivência.


 

 

siriav19 Guerra na Síria, o que esta acontecendo?

 

Síria não se curvará às potências estrangeiras mesmo se houver uma 3ª Guerra Mundial

“O regime sírio não se curvará às ameaças de ataque ocidental, mesmo se houver uma Terceira Guerra Mundial”, afirmou à agência AFP nesta quarta-feira (4) o vice-ministro sírio das Relações Exteriores, Fayçal Moqdad.

“O governo sírio não mudará sua posição. Nenhum sírio pode sacrificar a independência de seu país”, ressaltou Moqdad, que garantiu que Damasco tomou todas as medidas para responder a uma agressão externa.

Segundo o vice-ministro, “os Estados Unidos e seus aliados se mobilizam para uma agressão contra a Síria”.

— Acredito que, de seu lado, a Síria tem o direito de mobilizar seus aliados e receber deles todo o tipo de apoio.

Desta forma, Damasco garante que Moscou, um de seus principais aliados, não mudou de posição e continuará ao seu lado.

Uma ação militar estrangeira na Síria ganhou força após o ataque químico de 21 de agosto na periferia de Damasco, que matou centenas de civis.

Os EUA acusam o governo sírio pelo ataque e dizem ter colhido provas que comprovariam o uso de gás sarin. O presidente Barack Obama defende a ação, mas pediu autorização ao Congresso norte-americano — o Senado se reúne hoje para debater o tema, mas a Câmara dos Representantes (Deputados), que está em recesso, só debaterá o assunto na próxima semana.

França também apresentou provas contra Assad, mas ressaltou hoje que só participará de um ataque após a formação de uma coalizão internacional.

A Síria e a Rússia, no entanto, dizem que as provas contra o regime de Assad não são convincentes e que foram os rebeldes quem cometeram o ataque químico de 21 de agosto. Em entrevista esta semana ao diário Le Figaro, Assad disse que um ataque estrangeiro a seu país poderia levar a uma guerra regional.

fonte R7.com e AFP